Você conhece o rio Rio Grande?
O Rio Grande é o rio que se localiza atrás da nossa escola. Ele tem a sua nascente no Pau da Fome, no Maciço da Pedra Branca, em Jacarepaguá, ponto culminante da cidade do Rio de Janeiro.
O nosso rio percorre diversos bairros e recebe água de diversos afluentes como: o rio Tindiba, aqui próximo da escola. Quando nosso rio atravessa a Cidade de Deus, ele muda de nome e passa a ser chamado de Arroio Fundo e, por fim, deságua na Lagoa da Tijuca.
Agora que já localizamos o nosso rio, vamos aprender um pouco de sua história. Esta contada e recontada, através de nossas entrevistas, pelos moradores do entorno do rio, que vivem aqui há mais de 30 anos.
Há muitos anos, o Rio Grande costumava ser limpo e cheio de vida. As pessoas aproveitavam o rio para o seu lazer: tomavam banho em suas águas, pescavam, brincavam e se divertiam às margens do mesmo. Por causa de suas águas limpas, inúmeros animais e peixes habitavam não só o rio como o seu entorno, onde existia uma mata ao longo do seu curso, chamada de mata ciliar.
Com o passar do tempo, a quantidade de moradores aumentou, transformando o espaço geográfico e o uso do rio. Essas transformações nem sempre foram boas, e tudo começou com pequenas ações.
Em um dia, uma pessoa jogou um de papel de bala, a pessoa que fez isso deve ter pensado o seguinte “é um simples papel, não irá fazer nada de mal”. Só que outras pessoas tiveram o mesmo pensamento e se achavam com o mesmo direito.
O hábito de fazer do Rio Grande e de suas margens local de descarte de lixo, o despejo de esgotos, a construção irregular em suas margens fez com que ocorressem, através do desmatamento, a redução da mata ciliar e a diminuição do número de animais que habitam a área; como capivaras, peixes variados, sapos e jacarés.
Essas ações ao longo dos anos fizeram com que o rio Grande não fosse mais usado para o lazer; pesca, banho, e deixou de ser área de diversão. Ele foi perdendo sua beleza e encanto.
Hoje, as pessoas não conseguem chegar sequer perto do rio, por causa das construções irregulares, do lixo jogado dentro e nas margens do rio, além do mau cheiro.
Todas essas ações acabaram por provocar enchentes e desabamentos no período das chuvas. Não podemos culpar a natureza por esses desastres. Devemos sim nos conscientizar de que a atual situação em que o rio se encontra é de total responsabilidade do ser humano.
Devemos sim nos conscientizar de que dependemos de suas águas para a existência da vida em nosso planeta. Precisamos limpar, conservar e manter os rios limpos, porque ESSE RIO É MEU, É SEU, É NOSSO!